quinta-feira, 14 de março de 2013
O CAÇADOR DE PIPAS
Assisti ao filme e quando vi o livro pensei em me aventurar nele... já sabia o final da história, mas achei tão fantástico que valeria a pena cada página. Confira também.
"Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma." Cora Coralina
sábado, 16 de fevereiro de 2013
MINHA LÍNGUA PORTUGUESA
Escrevendo um artigo crítico sobre o ensino da Língua Portuguesa no
Brasil com textos base extraídos de reportagens de Beatriz Santomauro à Revista
Nova Escola online, me pergunto que tipo de ensino de Língua
Portuguesa foi o que tive.
Já
li e reli as matérias e textos extras de autores como Bagno, Irandé e as ideias
que povoam a mente são inatingíveis, quase que impossível de transpor para a escrita.
Então,
observando a Linha do Tempo traçada na reportagem de mesmo título, traço a
minha própria linha e vou resgatando o que aprendi e apreendi. Lembro então que
na primeira série, o que hoje temos como segundo ano, aprendi a tracejar as
vogais e a escrever meu nome, se bem que já o sabia, mas havia um padrão e era
preciso se adequar a ele. Começamos a copiar a lição. Eu queria mais, mas
aquele era o conteúdo. Isso se deu no ano de 1992, estava entre a Psicogênese e
os PCN’s, mas não encontrei interação
ali.
Até
o restante do Ensino Fundamental I, que se encerrou na quarta série (quinto
ano) copiei lições, tirei notas azuis e amei as letras e frases feitas que
consegui copiar com esmero. Mas não me recordo que conteúdo teve em Língua
Portuguesa até então, só as notas que ficaram em meu histórico escolar.
No
ano seguinte, quinta série (sexto ano), até a oitava série (nono ano), com
intervalo na sétima série, caso especial, o contato com Língua Portuguesa se
deu de forma mais estreita porque aprendi a amar a Língua. As leituras se
tornaram mais constantes, os gêneros textuais apresentados, mas continuei uma
copiadora e amante dos tempos verbais mais que perfeitos e sem contexto de uso.
Santomauro
com a reportagem sobre metodologia de ensino da Língua Portuguesa, me fez
concluir que apesar de, no meu último ano da educação básica (2000), já se
postular a proposta construtivista, a metodologia de ensino utilizada para
minha formação foi o método analítico, porém as características da aprendizagem
podem ser aplicadas ao método sintético.
A
sétima série é um caso especial, como dito: nunca copiei tanto texto na lousa e
no caderno como neste ano. As aulas de produção de texto renderam-me bons
poemas quando deveriam ser dissertações e outros gêneros. Considero-me, como
mérito, ótima copiadora e letrista. Confesso que tenho medo de redação como
muitas pessoas têm medo de palhaço. O encadeamento das ideias para uma produção
de textos críticos não cumpre seu livre trajeto nas minhas produções. Não sei o que você, leitor, pensa de suas bases linguísticas, mas conquanto a mim, sinto-me ainda deficiente, como amante da Língua Portuguesa.
SANTOMAURO, Beatriz. O que ensinar em língua portuguesa. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/papel-letras-interacao-social-432174.shtml>. Acesso em 25 janeiro 2013.
SANTOMAURO, Beatriz. O que ensinar em língua portuguesa. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/papel-letras-interacao-social-432174.shtml>. Acesso em 25 janeiro 2013.
"Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma." Cora Coralina
ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL
O ensino da Língua Portuguesa no Brasil tem sido pauta de
estudos há décadas, como mostrado por Beatriz Santomauro na Revista Nova Escola
online. Nesta e outras reportagens Santomauro elucida, o que se pode perceber,
a transformação ou mudança do enfoque do que se ensinar ou como abordar a
língua. Cabe aqui citar a relação de competências que importa os alunos
adquirirem até terminar os ciclos básicos da educação, uma lista longe do real
aprendizado, chamados pela autora de “expectativas de aprendizagem”.
Em relação à realidade das salas de aulas, o ensino com
base construtivista, proposta mais recente, ainda trata-se de um ideal. Na
atualidade se falam de gramáticos e linguistas como grupos opostos que lutam
por visão diferente do que é a língua e o seu ensino. Um exemplo dessa
diferenciação pode ser visto no Dossiê
por uma vida melhor, uma defesa do ensino interativo do contexto do aluno,
mal interpretada por leigos e gramáticos como um ataque a “Língua Portuguesa”
padrão. Apesar de a proposta construtivista existir antes da década de 80, sua
aplicação ainda esta longe de ser concreta nas redes de ensino do país inteiro.
De certo o ponto abordado aqui não é quando isto acontecerá por inteiro, mas as
mudanças de enfoque.
Ainda se entende que o ensino de Língua Portuguesa seja
repleto tão somente de nomenclaturas e classificações gramaticais, o que Irandé
Antunes, em seu livro Aula de português:
encontro & interação, chama “inócuo”. O português que se ensina dista
da linguagem do aluno e como uma prática artificial discursiva, torna o ensino
impessoal e o português uma linguagem escolar apenas. Carlos Drummond de
Andrade, em seu poema Aula
de Português, ratifica essa realidade:
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
[...]
Já esqueci a língua em que comia,
em que pedia para ir lá fora,
em que levava e dava pontapé,
a língua, breve língua entrecortada
do namoro com a prima.
O português são dois; o outro, mistério.
Parafraseando Almeida (1997), Antunes (2003) sugere,
nesse contexto de ensino, que:
Enquanto o professor de português fica apenas analisando se o
sujeito é “determinado” ou “indeterminado”, por exemplo, os alunos ficam
privados de tomar consciência de que ou eles se determinam a assumir o destino
de suas vidas ou acabam todos, na verdade, “sujeitos inexistentes”. (ANTUNES,
2003).
Depende de o professor diminuir o
descompasso entre o aluno e a Língua. E cabe a ele propor diversidade no ensino
dos gêneros textuais, com textos variados, contemplando a realidade linguística
do educando e ampliando seu conhecimento da Língua Portuguesa.
Referências bibliográficas
ANDRADE,
Carlos Drummond de. Aula de português. Disponível em: < http://drummond.memoriaviva.com.br/alguma-poesia/aula-de-portugues/>.
Acesso em 08 fevereiro 2013.
ANTUNES,
Irandé. Aula de Português: encontro & interação. São Paulo: Parábola
Editorial, 2003.
BAGNO,
Marcos et al. Por uma vida melhor.
Disponível em: <http://www.cchla.ufpb.br/proling/images/stories/Dossi_da_polmica_-_livro_Por_uma_vida_melhor.pdf>.
Acesso em 24 setembro 2012.
SANTOMAURO,
Beatriz. O que ensinar em língua
portuguesa. Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/fundamentos/papel-letras-interacao-social-432174.shtml>.
Acesso em 25 janeiro 2013.
"Se a gente cresce com os golpes duros da vida, também podemos crescer com os toques suaves na alma." Cora Coralina
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