quinta-feira, 26 de junho de 2014

O MITO DA CLASSE SILENCIOSA - Livro Mitos na Educação Adventista

KNIGHT, George R. Mitos na educação adventista: um estudo interpretativo da educação nos escritos de Ellen G. White. São Paulo: Unaspress, 2007.

Capítulo 16: O mito da classe silenciosa (pág 189-199)

 O autor do livro Mitos da educação adventista, George R. Knight, faz uma reflexão no capítulo 16 sobre o mito que envolve o comportamento silencioso dos aluno em sala de aula. Fazendo uma comparação com uma sala em que há ruídos (A) e uma em que só se houve a voz do professor (B) ele propõe que a primeira vista podemos pensar que a os alunos da sala B terão melhor aprendizado que os alunos da sala A. Porém sugere que a avaliação das salas seja feita não com a presença do professor, mas quando esse sai dela e deixa seus alunos "por conta" por algum tempo. A avaliação portanto não pode ser pautada no momento, mas com o tempo. Introduz, o autor, sobre o que é a disciplina, visto o silêncio estar ligado a ela, intitulando de o melhor caminho. Conceituando disciplina ele desmistifica a ideia que disciplina tenha o mesmo significado que a punição. A punição atua quando a disciplina falha. A disciplina é algo que ajudamos a criança a aprender a fazer por si mesma, autocontrole. É uma disciplina centrada no desenvolvimento da criança, dando a ela oportunidade de ser responsável, tomar decisões, observar quais são os resultados e lidar com as consequências geradas. Deve o professor conduzir o aprendizado, tendo equilíbrio nas regras - nem em excesso nem em falta. O autor salienta que não podemos forçar os alunos a tomar decisões se estes não estiverem preparados e ao mesmo tempo não podemos tomar as decisões por eles se estes forem aptos a tomá-las. O domínio das regras, segundo Knight, está intrinsecamente ligado a internalização da disciplina. Essas regras devem se elaboradas com a participação dos alunos. Uma vez que eles as criem espera-se que as cumpram. O autor conclui que pais e professores cristãos não devem esquecer o objetivo redentivo da educação cristã; portanto a disciplina deve ser para salvar em vez de punir.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

POR UM MOMENTO

Por um momento eu me perdi e achei que era normal
Por um momento esqueci quem sou porque lembrava somente do que eraPor um momento me desfiz e morei momentaneamente em alguémPor um momento eu deixei de ser eu e fui o outroE o outro nem aqui estava um momento sequerE de súbito, antes que o precipício chegasse, lembrei que são as minhas asas que me fazem subirDesci vertiginosamente por um momento que fugi de mim mesmaE ainda agora subo: são minhas asas que me fazem voarJLS

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A DANÇA DOS NUMERAIS - texto com numerais

Este texto foi produzido como atividade das aulas de numerais. Foi dado pelo professor uma lista com os numerais que deveriam constar no texto. Aqui eles estão em caixa alta.

A DANÇA DOS NUMERAIS


Não foi por acaso que eu estive lá naquela primavera de setembro. A carta trazia como remetente somente a  caixa postal 11. Fazia um vento suave na varanda da casa amarela da Rua Tal, número DUZENTOS E OITENTA E NOVE.

A carta datava PRIMEIRO DE OUTUBRO DE DOIS MIL E TREZE e não pude esconder minha surpresa. Rasguei o envelope, mas empurrei somente UM QUATORZE AVOS da carta para fora. Vi nesse primeiro instante algo que me chamou atenção: uma data. O que haveria acontecido no ano de MIL NOVECENTOS E CINQUENTA E SETE? Retirando mais DOIS TERÇO da folha para fora vi que a letra estava trêmula e parecia ter sido escrita por uma pessoa idosa que talvez tivesse o NÔNUPLO de minha idade: vinte e um anos SINGELOS eu tinha no momento. AMBAS idades são especiais, e mesmo que esta pessoa tivesse o UNDÉCUPLO de minha idade, a atenção com a qual eu leria esta carta seria a mesma. Porém para a minha surpresa não se tratava de  alguém tão velho, reconheci que aquela letra trêmula era a de minha irmã. Ela dizia, através daquelas linhas que estava muito doente e fraca, e que precisava ser submetida a uma cirurgia que custava R$900,00.

Ela possuía só alguns poucos reais e com algumas doações ela conseguiria o DOBRO desse valor, mas ainda faltava 400 reais. Comovida resolvi lhe enviar uma quantia considerável que correspondia o TRIPLO do meu salário mensal, valor que obtive com a venda de uma pintura guardada por muitos anos em minha casa, que segundo alguns, pertenceu ao REI NEIMAR ONZE.

com QZ COSTA